Sobre o SYFERS
Um quadro aberto, não um modelo.
O SYFERS traduz três anos de prática na Sulitânia em ferramentas reutilizáveis: modelos de governança, protocolos de monitorização ecológica, desenhos de energia, processos de resolução de conflitos e modelos económicos. Construído sobre princípios ORRI (REINFORCING, Horizon Europe 101094435). Concebido para adaptação.
Seis regras de design
- Diversidade primeiro
- Cada elemento serve múltiplas funções.
- Circulação sobre acumulação
- O valor que para de circular mata o sistema.
- Sucessão, não imposição
- Cria condições para a próxima fase.
- Solo antes da colheita
- Investe em relações antes de produtividade.
- Feedback em vez de controlo
- O conflito é informação. A documentação é memória.
- A escala segue o ritmo
- Crescimento além da capacidade de integração não é crescimento.
Regra 1
Regra 2
Regra 3
Regra 4
Regra 5
Regra 6
O que o SYFERS não é
Um quadro de documentação aberto. Não uma consultoria, um produto de software, uma ONG ou um movimento. Cada comunidade que usa o SYFERS usá-lo-á de forma diferente. Isso é intencional.
Onde foi desenvolvido
Desenvolvido na Sulitânia (Cooperativa Integral Sulitânia, CRL, NIF 518771571), Quinta da Fornalha, Castro Marim, Portugal. 16 membros, cinco nacionalidades. Em funcionamento desde maio de 2023.
Ver o experimento vivo em syntrociety.com →
Três camadas, um sistema
O framework SYFERS não existe num único lugar. Circula entre três camadas, cada uma com uma função distinta.
Tudo começa com o que a cooperativa realmente faz. Reuniões e as decisões que delas emergem. Plantas no solo. Energia produzida. Trabalho por fazer. Reflexões sobre o que correu mal e o que se manteve. Tudo isso é registado na app, revisto e finalizado. Só os registos finalizados saem da app.
Assim que um registo é finalizado, a app transforma-o em documentação estruturada: um registo de decisões, um registo do que cresce no solo, um relato honesto do que aconteceu numa temporada difícil. Esses documentos passam a fazer parte de uma biblioteca pública que qualquer pessoa pode ler e usar.
Há uma coisa que a app não consegue transportar. O desconforto de dezasseis pessoas de países diferentes, a viver e trabalhar em proximidade, a tomar decisões juntas sobre tudo. Os conflitos que levaram meses a resolver. A pressão financeira. As transformações pessoais que ninguém planeou e toda a gente sentiu. Documentamos isso também, honestamente, sem suavizar. Não porque se transfira, mas porque quem percorre este caminho merece saber que é um caminho real, com peso real.
Os guias de plantação viajam. A vontade de ficar: essa parte cada comunidade encontra por si mesma.
Tecnologia e presença
Uma floresta alimentar usa cada camada disponível. As espécies pioneiras preparam o solo. As árvores de dossel criam sombra. A cobertura do solo retém a humidade. Os sistemas radiculares prendem os nutrientes. Cada um tem uma função. Nenhum é decorativo. Abordamos a tecnologia da mesma forma.
A questão que fazemos antes de adicionar qualquer ferramenta não é se é útil. É se serve a terra: a cooperativa, os membros, as comunidades que vão usar o que documentamos. A tecnologia que cria estrutura para o trabalho vivo é bem-vinda aqui. A tecnologia que substitui a presença não é.
A app de registo foi construída porque dezasseis pessoas a tomar decisões juntas sobre tudo não conseguem guardar tudo isso na memória. A app é memória estruturada. Não toma decisões. Não gere a cooperativa. Regista o que a cooperativa faz, com detalhe suficiente para que outra pessoa possa aprender com isso.
O pipeline de tradução existe porque o que é aprendido em português ou neerlandês não deve precisar de um tradutor para chegar a uma comunidade na Alemanha ou na Itália. A língua não é o ponto. O conhecimento é. A ferramenta de reflexão adaptativa existe porque a autoavaliação honesta é mais difícil do que registar dados. As perguntas surgem do que foi registado. Não de um modelo.
Estamos a construir no Algarve. Trabalhamos com as mãos. Comemos o que cultivamos. Sentamo-nos em reuniões que demoram mais do que alguém planeou. A tecnologia não muda isso. Regista-o.
Quatro atores, um território
A hélice quádrupla é um modelo de inovação que funciona quando quatro atores se encontram em torno de um local real: investigação, sociedade civil, indústria e governo.
Três estão presentes. Investigação: o framework ORRI e a Universidade do Algarve. Sociedade civil: a cooperativa e os seus membros. Indústria: as micro-empresas que geram rendimento a partir da terra.
O quarto ator, a parceria institucional formal com o governo local, regional ou nacional, é para onde o SYFERS está desenhado para ir a seguir. Não porque precisamos de autorização. Mas porque o território precisa de demonstradores, e os demonstradores precisam de reconhecimento institucional para escalar.
A estratégia Algarve 2030 apela a um laboratório de sustentabilidade. O ENEI 2030 apela a laboratórios vivos de agroecologia. O AP Portugal 2030 financia o desenvolvimento liderado pelas comunidades. Estes não são frameworks distantes. Descrevem o que já existe aqui.
Se representas um município, uma autoridade regional ou um organismo de financiamento e reconheces o que estás a ler, a conversa começa em info@syntrociety.com.